Construir e reformar uma casa ou um apartamento nem sempre é tarefa fácil – com as limitações de tempo, espaço e dinheiro, muita gente se esquece de pensar nos impactos causados pela obra no planeta. Mas engana-se quem pensa que fazer um espaço sustentável é coisa de outro mundo: com simples atitudes em nome do meio ambiente, dá para diminuir não só o impacto, mas também os gastos com manutenção da casa e o valor das contas no fim do mês.

Antes de levantar as primeiras paredes, lembre-se de respeitar quem veio antes: ou seja, a casa é que deve estar de acordo com a natureza, e não o contrário. Um dos pilares da sustentabilidade é a viabilidade econômica, que precisa ser levada em conta na hora de fazer construções ecologicamente corretas. Assim, é necessário apostar em materiais eficientes (como madeiras de reflorestamento) e planejar muito bem as obras, para que o sonho de construir ou reformar não se transforme em pesadelo do dia para a noite.

Use o bom senso ao posicionar os ambientes 

A disposição dos cômodos em uma residência pode facilitar o conforto dos moradores e reduzir tanto os impactos ambientais, como o valor da conta de luz. Para isso, o projeto deve aumentar a eficiência energética do lugar, levando em conta a ventilação e iluminação internas, além dos pontos cardeais.

Em climas frios, o ideal é abrir a face norte para ambientes de maior permanência, como quartos e salas, uma vez que a entrada da luz do sol é maior; já nas regiões quentes, a parte norte também pode ser aberta, contando com um beiral ou uma árvore, capazes de bloquear com mais facilidade a entrada do sol no cômodo. O lado leste também é indicado para a construção de quartos e salas.

Na face sul, compensa construir garagens e despensas, e o lado oeste é ideal para o plantio de hortas e árvores, além da construção de áreas de baixa permanência, como banheiros e áreas de serviço. Fora os pontos cardeais, é preciso adaptar a construção à topografia do terreno, preservando, também as espécies nativas do local, que garantem qualidade do solo.

Aposte nas eficiência das tintas claras 

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Além de apostar em cores claras para compor os ambientes, uma importante estratégia em sustentabilidade é utilizar tintas especiais. Hoje em dia, o mercado oferece produtos à base d’água, que proporcionam isolamento térmico e acústico, proteção contra corrosão, resistência à maresia e até tintas que impedem a proliferação de bactérias, fungos e algas no ambiente. Embora sejam multifuncionais, estes materiais especiais não têm cheiro e não causam alergias e nem irritações.

Reserve um espaço para árvores e hortas domésticas

Tanto na reforma, como na construção, separar um espaço para as plantas vai melhorar a qualidade de vida dos moradores, além de colaborar com o meio ambiente de forma geral. Se optar pelo plantio de árvores, o ideal é apostar nas espécies nativas, e não cortar aquelas que já estão no terreno. Já as hortas domésticas, que também podem ser inseridas em apartamentos, devem ser tratadas com adubos orgânicos – lembrando que uma alternativa sustentável é consumir os próprios alimentos e temperos produzidos em casa.

Se ligue na eficiência energética

Embora o investimento inicial em eficiência energética seja mais alto do que na iluminação convencional, a conta de luz vem mais barata para quem dá preferência aos equipamentos sustentáveis: assim, vale trocar as lâmpadas convencionais pelas de LED, instalar sensores de presença e controles de luminosidade, como o dimmer (dispositivo que regula a intensidade luminosa nos ambientes internos). Fora isso, ao comprar eletrodomésticos, verifique se os mesmos possuem o selo, que indica o consumo de energia destes equipamentos.