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    Confira 4 dicas para construir e reformar de forma sustentável

    Construir e reformar uma casa ou um apartamento nem sempre é tarefa fácil – com as limitações de tempo, espaço e dinheiro, muita gente se esquece de pensar nos impactos causados pela obra no planeta. Mas engana-se quem pensa que fazer um espaço sustentável é coisa de outro mundo: com simples atitudes em nome do meio ambiente, dá para diminuir não só o impacto, mas também os gastos com manutenção da casa e o valor das contas no fim do mês.

    Antes de levantar as primeiras paredes, lembre-se de respeitar quem veio antes: ou seja, a casa é que deve estar de acordo com a natureza, e não o contrário. Um dos pilares da sustentabilidade é a viabilidade econômica, que precisa ser levada em conta na hora de fazer construções ecologicamente corretas. Assim, é necessário apostar em materiais eficientes (como madeiras de reflorestamento) e planejar muito bem as obras, para que o sonho de construir ou reformar não se transforme em pesadelo do dia para a noite.

    Use o bom senso ao posicionar os ambientes 

    A disposição dos cômodos em uma residência pode facilitar o conforto dos moradores e reduzir tanto os impactos ambientais, como o valor da conta de luz. Para isso, o projeto deve aumentar a eficiência energética do lugar, levando em conta a ventilação e iluminação internas, além dos pontos cardeais.

    Em climas frios, o ideal é abrir a face norte para ambientes de maior permanência, como quartos e salas, uma vez que a entrada da luz do sol é maior; já nas regiões quentes, a parte norte também pode ser aberta, contando com um beiral ou uma árvore, capazes de bloquear com mais facilidade a entrada do sol no cômodo. O lado leste também é indicado para a construção de quartos e salas.

    Na face sul, compensa construir garagens e despensas, e o lado oeste é ideal para o plantio de hortas e árvores, além da construção de áreas de baixa permanência, como banheiros e áreas de serviço. Fora os pontos cardeais, é preciso adaptar a construção à topografia do terreno, preservando, também as espécies nativas do local, que garantem qualidade do solo.

    Aposte nas eficiência das tintas claras 

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    Além de apostar em cores claras para compor os ambientes, uma importante estratégia em sustentabilidade é utilizar tintas especiais. Hoje em dia, o mercado oferece produtos à base d’água, que proporcionam isolamento térmico e acústico, proteção contra corrosão, resistência à maresia e até tintas que impedem a proliferação de bactérias, fungos e algas no ambiente. Embora sejam multifuncionais, estes materiais especiais não têm cheiro e não causam alergias e nem irritações.

    Reserve um espaço para árvores e hortas domésticas

    Tanto na reforma, como na construção, separar um espaço para as plantas vai melhorar a qualidade de vida dos moradores, além de colaborar com o meio ambiente de forma geral. Se optar pelo plantio de árvores, o ideal é apostar nas espécies nativas, e não cortar aquelas que já estão no terreno. Já as hortas domésticas, que também podem ser inseridas em apartamentos, devem ser tratadas com adubos orgânicos – lembrando que uma alternativa sustentável é consumir os próprios alimentos e temperos produzidos em casa.

    Se ligue na eficiência energética

    Embora o investimento inicial em eficiência energética seja mais alto do que na iluminação convencional, a conta de luz vem mais barata para quem dá preferência aos equipamentos sustentáveis: assim, vale trocar as lâmpadas convencionais pelas de LED, instalar sensores de presença e controles de luminosidade, como o dimmer (dispositivo que regula a intensidade luminosa nos ambientes internos). Fora isso, ao comprar eletrodomésticos, verifique se os mesmos possuem o selo, que indica o consumo de energia destes equipamentos.

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    VOTORANTIM CIMENTOS - 09/04/2015 - Fábrica Unidade Nobres, Mato Grosso.
Foto: Leonardo Rodrigues

    Indústria usa pneu para gerar energia na produção de cimento

    O coprocessamento consiste no uso de pneus descartados e resíduos triturados de diversos setores industriais – borras oleosas, resinas, látex, materiais impróprios para reuso, tecidos e até coco de babaçu – como alternativa sustentável ao uso de resíduos poluentes como coque de petróleo (CVP), que é um combustível não renovável e muito poluente derivado do petróleo.

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    Você sabia que cimento sem água é mais barato e emite menos CO2?

    Uma novidade na fabricação de cimento poderá reduzir consideravelmente as emissões de gases de efeito estufa, diminuir o consumo de água e ajudar a lidar com o aquecimento global – além de produzir um concreto mais durável e de custo mais baixo.

    No início, provavelmente os profissionais vão estranhar bastante. O novo tipo de cimento ganha resistência através da carbonatação, e não da sua mistura com água.

    “Em vez de cimento que reage com água, este cimento carbonatado reage com dióxido de carbono e silicato de cálcio,” explica o professor Jason Weiss, da Universidade Estadual de Oregon, nos EUA.

    “À primeira vista este novo produto se parece com o concreto convencional, mas ele tem propriedades que devem fazê-lo durar mais tempo em algumas aplicações. Além disso, seu uso poderia reduzir as emissões de dióxido de carbono, que é um objetivo importante da indústria do cimento,” acrescentou.

    Se a novidade vai ter sucesso ou não, ainda é cedo para dizer. Mas, de qualquer forma, tudo o que contribui para a diminuição dos danos ao meio ambiente e reduzir os custos da construção civil, no final, é sempre bem vindo.

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    Cientistas desenvolvem novo tipo de cimento que brilha no escuro

    Já imaginou andar à noite numa calçada florescente, como a da foto?

    Pesquisadores da Universidade de Michoacan, no México, estão testando um novo tipo de cimento com propriedades fosforescentes, ou seja, capaz de “brilhar no escuro”.

    O interessante do estudo em questão é que não se trata apenas de adicionar químicos já fosforescentes ao cimento, mas sim de dar essa propriedade ao material de construção. Com o uso de alguns aditivos, os cientistas conseguiram modificar as propriedades ópticas do cimento e fazê-lo brilhar.

    Segundo um dos pesquisadores, é possível usar aditivos para medir a formação de cristais que ocorrem normalmente durante a produção do cimento. Isso permite a passagem de luz para dentro.

    Variando a proporção dos aditivos durante o processo de fabricação, o cimento regula tanto sua intensidade luminescente como sua cor.

    Como outros materiais fosforescentes, o cimento funciona absorvendo radiação luminosa e a emitindo em seguida, algo que só dá pra ver no escuro, daí o jeito popular de dizermos que “brilha no escuro”. Os cientistas responsáveis pelo novo cimento afirmam que ele pode ficar iluminado por até 12 horas.

    Além das características estéticas, uma calçada iluminada desta forma poderia contribuir muito para a acessibilidade de pessoas com deficiência visual, por exemplo.

    Infelizmente o produto ainda está em fase de pesquisas, e por isso tudo o que podemos fazer é imaginar as centenas de possibilidades que uma calçada florescente pode proporcionar.

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